O FC Porto foi multado em 10.200 euros pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) devido à remoção de bolas de jogo junto ao relvado durante o clássico de fevereiro contra o Sporting. Esta decisão, anunciada esta quinta-feira, condena a SAD portista por uma violação grave das normas desportivas.

A condenação do CD da FPF baseia-se na "violação das normas" relativas ao "sistema multibolas", considerando a "lesão do Princípio da Ética Desportiva" e o "grave prejuízo para a imagem das competições organizadas" pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP). A entidade sublinhou a seriedade da infração cometida pelos Dragões.

Além da multa aplicada ao clube, o diretor de campo do FC Porto, Marco André Gonçalves Paiva, também foi punido. Recebeu uma multa de 1.530 euros por "violação dos deveres previstos" no regulamento de competições da LPFP, evidenciando a responsabilidade individual na ocorrência.

O incidente ocorreu no clássico da 21.ª jornada da I Liga, disputado a 9 de fevereiro no Estádio do Dragão, que terminou empatado 1-1. Nos minutos finais da partida, a transmissão televisiva permitiu verificar que as bolas que deveriam estar disponíveis junto às linhas laterais do campo foram removidas pelos apanha-bolas, gerando controvérsia.

Um dia após o encontro, o Sporting apresentou uma queixa formal ao CD da FPF. A queixa visava não só a remoção das bolas, mas também outras situações alegadamente ocorridas, como o "condicionamento da arbitragem", "balneários sugestivamente decorados" e "percursos de acesso aos balneários alterados", que poderiam propiciar o contacto do staff com adeptos do FC Porto.

O clube lisboeta criticou ainda a "climatização manipulada", as "bancadas condicionadas com tarjas e colunas de som", e a ação dos "apanha-bolas maniatados para esconder as bolas do jogo e retirar as toalhas do guarda-redes" sportinguista, Rui Silva. Estas acusações pintam um quadro de alegadas tentativas de influenciar o desenrolar da partida.